Feb 23 2010

A Cibercultura e seu Espelho

Kishi


Nova publicação de ABCiber / Itaú Cultural. O livro é uma coletânea de trabalhos do I Simpósio Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Cibercultura (PUC-SP, 25 a 29 de setembro de 2006). Está disponível online e pode também ser baixado e PDF, gratuitamente, no endereço: abciber.org/publicacoes/livro1

Fiz toda a diagramação e programação, tanto da versão HTML como do PDF. Deu bastante trabalho, mas foi muito legal. E o resultado final, gratificante. Um dos autores, o prof. Eugênio Trivinho, é meu orientador de mestrado na PUC-SP. Também trabalho com o outro autor, o prof. Edilson Cazeloto, no grupo de pesquisa Cencib,  e conheço diversos dos pesquisadores autores dos artigos. São todos ótimos! Recomendo a leitura.

 

FICHA TÉCNICA

Categoria
E-book online egresso de evento de associação científica nacional
[Ref. I Simpósio Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Cibercultura (PUC-SP, 25 a 29 de setembro de 2006); evento de fundação da ABCiber - Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (www.abciber.org)]

Título/subtítulo
A CIBERCULTURA E SEU ESPELHO
Campo de conhecimento emergente e nova vivência humana na era da imersão interativa

Organizadores
Eugênio Trivinho e Edilson Cazeloto

ISBN
978-85-63368-00-3

Concepção do projeto e responsabilidade editorial
CENCIB – Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura da PUC-SP

Editores
ABCiber – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (CNPJ: 11.294.169/0001-18)
End. com.: Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica (PEPGCOS) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
Rua Ministro Godoy, 969, 4. andar, bloco B, sala 4A-08, Perdizes, São Paulo/SP, CEP 05.008-000
www.abciber.org

Instituto Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 – São Paulo/SP
www.itaucultural.org

Apoio
CAPES – Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco L, Lote 06, Brasília/DF, CEP 70.040-020
www.capes.gov.br

Planejamento, supervisão e edição geral
Eugênio Trivinho

Edição adjunta
Edilson Cazeloto

Concepção visual (capa e layout)
Paulo Alves de Lima

Programação, produção gráfica e editoração eletrônica dos textos
André Franzosi Kishimoto (webmaker)

Obtenção do ISBN na Biblioteca Nacional
Heloisa Prates Pereira

Elaboração da Ficha Catalográfica
Zaira Regina Zafalon

Revisão e edição final dos textos
Eugênio Trivinho
Edilson Cazeloto

Normalização (NBR ABNT 6023/2002 e 10520/2002)
Bárbara Barbosa (CENCIB/PUC-SP)

Revisão técnica final
Eugênio Trivinho

Divulgação eletrônica
Ana Lúcia Moura Fé, Angela Pintor, Michelle Prazeres, Paulo Alves de Lima e André Franzosi Kishimoto

Data de publicação
Dezembro de 2009

Referenciação bibliográfica completa, conforme NBR 6023/2002 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
TRIVINHO, Eugênio; CAZELOTO, Edilson. A cibercultura e seu espelho: campo de conhecimento emergente e nova vivência humana na era da imersão interativa. São Paulo: ABCiber; Instituto Itaú Cultural, 2009. Livro eletrônico (online). 166 p (versão em pdf). (Coleção ABCiber, v. 1). Disponível em: <http://www.abciber.org/publicacoes/livro1/>. ISBN 978-85-63368-00-3.

Endereços para correspondência
CENCIB – Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura  da PUC-SP
Rua Ministro Godoy, 969, 4. andar, bloco B, sala 4A-08, Perdizes, São Paulo/SP, CEP 05.008-000
cencib@cencib.org
cencib-pucsp@yahoo.com


EDITADO NO E DISTRIBUÍDO A PARTIR DO BRASIL
EDITED IN AND DISTRIBUTED FROM BRAZIL


Feb 23 2010

Faz sentido…

Kishi

O que faz sentido é a afirmação, claro, não a “verdade”… hehe
Para Nietzche, a verdade nada mais é do que o ponto de vista aceito socialmente pela maioria das pessoas. Então…

Uma amiga mandou o link dessa foto via Twitter hoje e achei que caberia aqui.
O endereço original:

http://oddlyspecific.com/2010/02/funny-signs-yes-it-doesnt/

gabrielajuns

Feb 14 2010

Happy New Year!

Kishi

Ou melhor:


Jan 5 2010

Iceberg?

Kishi

Vi hoje este filme da campanha contra o aquecimento global do Greenpeace Alemanha. Muito foda! Ideia e roteiro simples, mas impacto grande (porrada!):

Acho que não precisa nem entender alemão apra captar a mensagem, mas a tradução é algo assim: “Em 30 anos, o verão não haverá mais gelo no Ártico. O clima precisa de você!”

Na verdade, 30 anos é uma previsão otimista. Projeções recentes indicam que isso pode acontecer já nos próximos 5 ou 6 anos.

Nota: Para que não sabe, nos últimos anos muitos ursos polares têm sido encontrados mortos (ou estão desaparecendo)  devido ao derretimento excessivo no Ártico. Com a redução do gelo, eles têm sido obrigados a nadar distâncias muito maiores, ficam fadigados e acabam por morrer afogados.


Dec 17 2009

Devaneios da madrugada…

Kishi

Li agora há pouco o livreto “O Suplício do Papai Noel”, de Lévi-Strauss. Divertido e muito instigante, remete a algumas reflexões sobre os dias que estamos vivendo (aquecimento global, COP15) e a época das festas natalinas e de final de ano.

Bom, basicamente, direto ao assunto e em seguida vou para a cama curtir algumas escassas horinhas de sono.

Tecnicamente, Papai Noel é o filho pródigo do capitalismo. Com a ascensão do sistema mundo afora, empurrado pela Revolução Industrial, a degradação do meio ambiente pela humanidade também foi acelerada.  A utilização desenfreada de combustiveis fósseis como matriz de geração de energia fez explodir a concentração de gás carbônico na atmosfera. Todo mundo está “careca” de saber: mais CO2, maiores temperaturas em todo o planeta.

Com o aquecimento global, as calotas de gelo irão derreter. Consequentemente, a Groenlândia e o Pólo Norte virarão água. Papai Noel mora no Pólo Norte e, portanto, vai ficar sem casa. Então, ou ele morre junto com seus comparsas (talvez afogado, como está acontecendo com os ursos polares que, há alguns anos, aparecem na TV tomando um refrigerante melado escuro) ou vira um sem-teto, refugiado da “Guerra do Clima”.

Então, o capitalismo condenará seu próprio filho pródigo à morte. Ou lhe dará o mesmo tratamento destinado a milhões de pessoas em todo o planeta. Se assim for, será mais um sacrificado em algum ritual/procedimento “miraculoso”, uma oferenda da humanidade aos mortos em busca de algum milagre da salvação (vide o livro do Lévi-Strauss, você entenderá melhor esta colocação*).

Agora, eu vou “prá caminha”. Bom dia!

* O livro tem só 46 páginas, tamanho 126×186 mm.

** Não tem jabá nenhum para eu falar do livro. Sugeri a leitura porque gostei muito. Mas, se você não quiser ler, pergunte para mim pelos comentários que eu explico essa história de sacrifício/oferenda.


Oct 23 2009

Pesquisas em cibercultura

Kishi

Muito interessante, vale à pena. Fiz parte da comissão organização do evento do ano passado, ocorrido na Puc. Este ano é na ESPM. Já fiz minha inscrição e vou participar. Recomendo a todos que tiverem interesse e puderem ir. Além de mestrandos e doutorandos em cibercultura e afins, vários dos maiores pesquisadores e especialistas do país sobre o assunto participam do simpósio. E o preço é muito mais baixo do que essas palestras com os “papas” da área, que vira e mexe pipocam na mídia ou nos e-mails.

SimposioABCiber_CallForPapers


Oct 15 2009

A vida dá um jeito… mas… e quanto a nós?

Kishi

Em meio à correria e estresse do dia-a-dia, às vezes nos deparamos com coisas que parecem pequenas, mas nos levam a uma reflexão sobre os “mecanismos da vida” e a forma como temos tratado nosso mundo. Um fato ocorrido aqui em casa nos últimos dias me levou a um desses momentos.

Há algum tempo, dois pedaços dessas buchas naturais foram parar em casa (acho que meu pai deu ou trouxemos do sítio de minha avó). Um deles ficou um tempão dentro do box, entre ensaios de utilização e sabonetes, mas acabou encostado num cantinho porque a outra esponja que usamos ainda está ok. Há meses que isso está lá mas, no último feriado, uma mudança em sua composição chamou-nos a atenção: três das sementes germinaram e os brotos começaram a aparecer do lado de fora da esponja.

Bucha1

A bucha ficou um tempão seca mas, mesmo com a ação de xampus e sabonetes, a água do chuveiro foi suficiente para desencadear o processo (OK, a esponja ficou um tempo também de molho em uma bacia para sair um pouco daquele “encardido”, mas há semanas estava praticamente seca).

Diante do acontecimento, claro que eu não poderia abandonar as plantinhas no banheiro. Então, resolvi plantá-las em um vaso e ver no que dá. Se a ideia der muito certo, em breve terei que arranjar um vaso maior ou um jardim para removê-las, mas aí já é outra história. De qualquer forma, até agora já foi muito mais divertido e interessante do que plantar feijão no algodão ou gastar tempo com os novos “tamagotchis-pentelhos” no FarmVille. (rsrs)

Bucha2

Essa historinha toda pode soar ingênua ou “bobinha”, mas o que eu queria tirar de tudo isso é uma questão muito séria e preocupante: a natureza, de uma forma ou de outra, acaba se adaptando, mesmo em condições adversas, e a vida resiste, se transforma… mas… e quanto a nós? O ser humano, sem suas parafernálias tecnológicas, talvez seja uma das formas de vida mais frágeis do planeta. O que nos torna diferentes é a capacidade de construção e transformação propiciada do “encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor” (referência a Ilha das Flores, de Jorge Furtado). Não sabemos voar, não respiramos debaixo d’água, não temos garras ou presas poderosas, não temos proteção natural contra frio ou calor intensos… No entanto, estamos consumindo tanto os recursos do planeta que caminhamos a passos largos para a destruição. Como os vírus, que se alimentam da força vital das células sadias do corpo para se multiplicarem, sob o risco de acabar com o hospedeiro.

Mesmo essa capacidade “construtiva” do ser humano é limitada. A maioria das coisas só se tornou viável com trabalho conjunto em comunidade, muitas vezes galgada em sistemas baseados na divisão de classes – que também funciona no modelo de exaustão, como o vírus, mas neste caso entre seres da mesma espécie.

Em resumo, o estilo de vida praticado e almejado predominante não só está destruindo os recursos naturais do planeta, como também arrasa as relações humanas, essenciais para nossa sobrevivência. Grandes mudanças e esforços são necessários, estamos correndo contra o tempo. Para nós, 100 anos é muito tempo. Mas para a natureza, 1.000 anos são praticamente nada.

Os impactos causados pelo aquecimento global podem varrer a humanidade da face da Terra. Outras formas de vida podem também desaparecer junto conosco. No entanto, cedo ou tarde, outras formas reaparecerão e a vida continuará, como já aconteceu pelo menos em outras 5 ocasiões nos bilhões de anos do planeta. Mas a existência humana será apenas História…


Oct 4 2009

Gracias a la vida…

Kishi

MercedesSosa
Sem muitas palavras (seria “lugar comum” escrever linhas e mais linhas sobre o que ela fez e tudo o que sempre representará em nossa história), minha homenagem àquela que encantou-nos com sua voz poderosa e inspirou-nos na luta contra as injustiças. Descanse em paz, Mercedes Sosa…

(A música é de Violeta Parra, mas sem dúida ficou eternizada em nossos ouvidos e corações por Mercedes.)

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida


Oct 1 2009

“How can we dance when our Earth is turning? How do we sleep while our beds are burning?”

Kishi

A música do Midnight Oil é provavelmente minha predileta. Ouvir esse som de Peter Garrett & Cia. inspirou-me muito para lutar por um mundo melhor – incluindo os anos de trabalho dedicados ao Greenpeace. Para quem não sabe, o próprio Peter foi membro do conselho do Greenpeace Internacional, além de participar de algumas ações ao redor do mundo – uma delas aqui no Brasil, na Av. Henrique Schauman, em 1997, contra a poluição urbana relacionada aos carros e outra em New York, contra a Exxon, na época do derramamento de óleo pelo navio Exxon Valdez.

Esta nova versão conta com  participação de diversos artistas e músicos conhecidos internacionalmente, e faz parte da coalisão mundial para pressionar os governantes por acordos concretos contra as mudanças climáticas na COP15, em dezembro de 2009, em Copenhagen.


Sep 14 2009

“Today is a good day…”

Kishi

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O New Model Army lançou hoje seu novo trabalho. Do que vi e ouvi, a banda parece manter a mesma pegada de sempre, com letras provocativas e mpusicas extremamente crpiticas ao sistema sócio-político-econômico predominante no mundo. A música tema do álbum, “Today is a good day” (disponível para download), tem guitarras um pouco mais pesadas do que outras músicas as, sem dúvida, continua sendo o mesmo NMA de sempre.

Pena que o show que eles fariam por aqui em agosto foi cancelado. Mas, quem sabe, em breve…