Foi divulgado esta semana o primeiro trailer da nova versão cinematográfica de “Alice in Wonderland”. Dirigido por Tim Burton, a estória ganhou um ar mais sombrio desta vez, característica dos trabalhos do diretor. Como sou fã dele e acho mesmo que o conto de Lewis Carroll tem mesmo esse toque mais “obscuro”, empolguei-me bastante com a idéia do filme. (Diga-se de passagem, “Alice” já inspirou muita coisa mais “underground”, nem sempre diretamente ligada a esse enredo – há algum tempo dava para achar no Google.)
Só que a espera ainda será um pouco longa, a estréia está prevista para março de 2010. Bom, enquanto isso, a gente vai se contentando com o aperitivo abaixo (e outros que devem rolar ao longo dos próximos meses). Para que quiser saber mais, o site oficial é: disney.com/wonderland (embora não tenha muita coisa ainda…)
PS: OK, o filme é produzido pela Disney, que tem lá suas implicações “sinistras” na história da política dos EUA (principalmente nas questões externas e ideológicas)… Mas vamos aguardar para ver e, como sempre, analisar tudo de olhos bem abertos, sem esquecer o bom senso crítico.
A foto não está lá essas coisas por ter sido tirada com meu celular “Ching Ling” (deixei a máquina fotográfica com meus filhos, que estavam no AnimeFriends). Também não ajuda o fato do lugar ser o “puxadinho” da Galeria do Rock, em São Paulo, onde rolaram diversos shows neste fim-de-semana. Mas o que vale é o registro. E também a ocasião, o motivo, o lugar… Dia Mundial do Rock, comemorado sem muita frescura (com algumas horas de antecedência), em um lugar simples e autêntico, mas muito representativo para a cena rock paulistana, com toda sua bagagem histórica. Aliás, história é o que não falta para os caras da foto aí em cima, do Golpe de Estado, banda que está na estrada há mais de 20 anos e marcou gerações de roqueiros brasileiros. (hahaha, notei agora no site oficial do Golpe que eu apareço em algumas fotos) Show super competente, muito bom, como sempre.
Mas o que muita gente parece esquecer (ou nem saber) é que a origem data comemorativa é, na verdade, um evento cercado de atitude por um mundo melhor. No dia 13 de julho de 1985, acontecia o Live Aid, concerto de rock realizado simultaneamente em diversos países. Idealizado por Bob Geldolf (músico e ator – para quem não conhece, talvez ajude a refrescar a memória: é aquele que raspa os pêlos do corpo no filme The Wall), o objetivo era arrecadar fundos para as vítimas da fome na Etiópia. O rock, em muitos momentos, esteve (e está) ligado a atitude. Então, nada mais justo do que a escolha dessa data para a celebração (e conscientização, por que não?).
Ativistas do Greenpeace protestam durante a cúpula do G8. Foto: Greenpeace
Pelo andar da situação, parece que a classe dominante e a maior parte dos políticos do mundo realmente estão pouco se lixando para o que dizem cientistas e ambientalistas sobre o aquecimento global. Ou continuam dando mais valor para dinheiro do que a vida das pessoas, em uma equação de uma balança totalmente pendente. Ou acreditam que tudo isso é um tipo de conto de fadas da era contemporânea/cibernética. Ou acreditam em algum tipo de milagre divino (ou extra-terrestre) que irá salvar a humanidade das mudanças climáticas. Ou tudo isso ao mesmo tempo. Ou, ainda, já disseram um grande f*#@-$e para tudo isso.
O Greenpeace mais uma vez fez uma série de protestos sobre a questão, como vemos na foto acima de ontem. OK, o “iceberg” inflável está mais para um “suspiro” gigante (meus amigos do Greenpeace vão querer me matar por esse comentário… hehe – sei das dificuldades de se moldar algo assim inflável, mas que parece, parece…). Mas nem por isso a manifestação deixa de ter seu valor. Muito pelo contrário. Poderia até dizer que tem um significado implícito, quase “subliminar”. O formato que lembra do doce remete à palavra suspiro (s.m. Som ou toada melancólica; gemido, lamento). E daí fica na cabeça o quão lastimável é a questão, lamentamos pelo nosso futuro. (Eita devaneio na semiótica discursiva, mas até que faz sentido…)
Mas, se eles não mudam, a gente muda. A questão hoje é repensar nossos hábitos de consumo, alterar padrões e revolucionar nosso modo de vida, sempre pensando na sustentabilidade ambiental do que fazemos. Isso não significa abdicar de conforto e de uma vida boa. Só que temos que pensar nesse conforto de forma a também garantir o equilíbrio do planeta. Afinal, é nosso próprio bem-estar que está em jogo.