Suspiro pela Terra

Kishi
g8-climate-2009

Ativistas do Greenpeace protestam durante a cúpula do G8. Foto: Greenpeace

Pelo andar da situação, parece que a classe dominante e a maior parte dos políticos do mundo realmente estão pouco se lixando para o que dizem cientistas e ambientalistas sobre o aquecimento global. Ou continuam dando mais valor para dinheiro do que a vida das pessoas, em uma equação de uma balança totalmente pendente. Ou acreditam que tudo isso é um tipo de conto de fadas da era contemporânea/cibernética. Ou acreditam em algum tipo de milagre divino (ou extra-terrestre) que irá salvar a humanidade das mudanças climáticas. Ou tudo isso ao mesmo tempo. Ou, ainda, já disseram um grande f*#@-$e para tudo isso.

Apesar de todas as discussões, protestos, pressões, informações, evidências, etc., continuam a brincar com o futuro da humanidade. Li agora há pouco no Estadao.com.br que, mesmo diante de tudo isso, não chegam a um acordo (“Potências desistem de meta de corte de emissão de CO2 – Impasse entre emergentes e países desenvolvidos impede acordo para redução de 50% da poluição até 2050” – 08/07/2009).

O Greenpeace mais uma vez fez uma série de protestos sobre a questão, como vemos na foto acima de ontem.  OK, o “iceberg” inflável está mais para um “suspiro” gigante (meus amigos do Greenpeace vão querer me matar por esse comentário… hehe – sei das dificuldades de se moldar algo assim inflável, mas que parece, parece…). Mas nem por isso a manifestação deixa de ter seu valor. Muito pelo contrário. Poderia até dizer que tem um significado implícito, quase “subliminar”. O formato que lembra do doce remete à palavra suspiro (s.m. Som ou toada melancólica; gemido, lamento). E daí fica na cabeça o quão lastimável é a questão, lamentamos pelo nosso futuro. (Eita devaneio na semiótica discursiva, mas até que faz sentido…)

Mas, se eles não mudam, a gente muda. A questão hoje é repensar nossos hábitos de consumo, alterar padrões e revolucionar nosso modo de vida, sempre pensando na sustentabilidade ambiental do que fazemos. Isso não significa abdicar de conforto e de uma vida boa. Só que temos que pensar nesse conforto de forma a também garantir o equilíbrio do planeta. Afinal, é nosso próprio bem-estar que está em jogo.


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