Oct 23 2009

Pesquisas em cibercultura

Kishi

Muito interessante, vale à pena. Fiz parte da comissão organização do evento do ano passado, ocorrido na Puc. Este ano é na ESPM. Já fiz minha inscrição e vou participar. Recomendo a todos que tiverem interesse e puderem ir. Além de mestrandos e doutorandos em cibercultura e afins, vários dos maiores pesquisadores e especialistas do país sobre o assunto participam do simpósio. E o preço é muito mais baixo do que essas palestras com os “papas” da área, que vira e mexe pipocam na mídia ou nos e-mails.

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Oct 15 2009

A vida dá um jeito… mas… e quanto a nós?

Kishi

Em meio à correria e estresse do dia-a-dia, às vezes nos deparamos com coisas que parecem pequenas, mas nos levam a uma reflexão sobre os “mecanismos da vida” e a forma como temos tratado nosso mundo. Um fato ocorrido aqui em casa nos últimos dias me levou a um desses momentos.

Há algum tempo, dois pedaços dessas buchas naturais foram parar em casa (acho que meu pai deu ou trouxemos do sítio de minha avó). Um deles ficou um tempão dentro do box, entre ensaios de utilização e sabonetes, mas acabou encostado num cantinho porque a outra esponja que usamos ainda está ok. Há meses que isso está lá mas, no último feriado, uma mudança em sua composição chamou-nos a atenção: três das sementes germinaram e os brotos começaram a aparecer do lado de fora da esponja.

Bucha1

A bucha ficou um tempão seca mas, mesmo com a ação de xampus e sabonetes, a água do chuveiro foi suficiente para desencadear o processo (OK, a esponja ficou um tempo também de molho em uma bacia para sair um pouco daquele “encardido”, mas há semanas estava praticamente seca).

Diante do acontecimento, claro que eu não poderia abandonar as plantinhas no banheiro. Então, resolvi plantá-las em um vaso e ver no que dá. Se a ideia der muito certo, em breve terei que arranjar um vaso maior ou um jardim para removê-las, mas aí já é outra história. De qualquer forma, até agora já foi muito mais divertido e interessante do que plantar feijão no algodão ou gastar tempo com os novos “tamagotchis-pentelhos” no FarmVille. (rsrs)

Bucha2

Essa historinha toda pode soar ingênua ou “bobinha”, mas o que eu queria tirar de tudo isso é uma questão muito séria e preocupante: a natureza, de uma forma ou de outra, acaba se adaptando, mesmo em condições adversas, e a vida resiste, se transforma… mas… e quanto a nós? O ser humano, sem suas parafernálias tecnológicas, talvez seja uma das formas de vida mais frágeis do planeta. O que nos torna diferentes é a capacidade de construção e transformação propiciada do “encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor” (referência a Ilha das Flores, de Jorge Furtado). Não sabemos voar, não respiramos debaixo d’água, não temos garras ou presas poderosas, não temos proteção natural contra frio ou calor intensos… No entanto, estamos consumindo tanto os recursos do planeta que caminhamos a passos largos para a destruição. Como os vírus, que se alimentam da força vital das células sadias do corpo para se multiplicarem, sob o risco de acabar com o hospedeiro.

Mesmo essa capacidade “construtiva” do ser humano é limitada. A maioria das coisas só se tornou viável com trabalho conjunto em comunidade, muitas vezes galgada em sistemas baseados na divisão de classes – que também funciona no modelo de exaustão, como o vírus, mas neste caso entre seres da mesma espécie.

Em resumo, o estilo de vida praticado e almejado predominante não só está destruindo os recursos naturais do planeta, como também arrasa as relações humanas, essenciais para nossa sobrevivência. Grandes mudanças e esforços são necessários, estamos correndo contra o tempo. Para nós, 100 anos é muito tempo. Mas para a natureza, 1.000 anos são praticamente nada.

Os impactos causados pelo aquecimento global podem varrer a humanidade da face da Terra. Outras formas de vida podem também desaparecer junto conosco. No entanto, cedo ou tarde, outras formas reaparecerão e a vida continuará, como já aconteceu pelo menos em outras 5 ocasiões nos bilhões de anos do planeta. Mas a existência humana será apenas História…


Oct 4 2009

Gracias a la vida…

Kishi

MercedesSosa
Sem muitas palavras (seria “lugar comum” escrever linhas e mais linhas sobre o que ela fez e tudo o que sempre representará em nossa história), minha homenagem àquela que encantou-nos com sua voz poderosa e inspirou-nos na luta contra as injustiças. Descanse em paz, Mercedes Sosa…

(A música é de Violeta Parra, mas sem dúida ficou eternizada em nossos ouvidos e corações por Mercedes.)

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida


Oct 1 2009

“How can we dance when our Earth is turning? How do we sleep while our beds are burning?”

Kishi

A música do Midnight Oil é provavelmente minha predileta. Ouvir esse som de Peter Garrett & Cia. inspirou-me muito para lutar por um mundo melhor – incluindo os anos de trabalho dedicados ao Greenpeace. Para quem não sabe, o próprio Peter foi membro do conselho do Greenpeace Internacional, além de participar de algumas ações ao redor do mundo – uma delas aqui no Brasil, na Av. Henrique Schauman, em 1997, contra a poluição urbana relacionada aos carros e outra em New York, contra a Exxon, na época do derramamento de óleo pelo navio Exxon Valdez.

Esta nova versão conta com  participação de diversos artistas e músicos conhecidos internacionalmente, e faz parte da coalisão mundial para pressionar os governantes por acordos concretos contra as mudanças climáticas na COP15, em dezembro de 2009, em Copenhagen.