A CIBERCULTURA EM TRANSFORMAÇÃO: Poder, liberdade e sociabilidade em tempos de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos
A ABCiber, o Itaú Cultural e a
Pluricom Comunicação Integrada
têm a honra de anunciar o lançamento de
A CIBERCULTURA EM TRANSFORMAÇÃO
Poder, liberdade e sociabilidade em tempos
de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos
[E-book online]
[http://abciber.org/publicacoes/livro2]
Eugênio Trivinho
com Angela Pintor dos Reis
e equipe do CENCIB/PUC-SP
(Organização)
Textos de
Adriana Amaral
André Lemos
Diana Domingues
Erick Felinto
Eugênio Trivinho
Fátima Régis
Fernanda Bruno
Francisco Rüdiger
Gilbertto Prado
Gisela G. S. Castro
Lucia Santaella
Lucrécia D’Alessio Ferrara
Luisa Paraguai
Marco Silva
Marcos Palacios
Rogério da Costa
Sandra Portella Montardo
Sergio Amadeu da Silveira
Sueli Mara Soares Pinto Ferreira
Suely Fragoso
Yara Rondon Guasque Araújo
Apoio
CAPES – Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Apoio cultural
Pluricom Comunicação Integrada
Capa e layout
Paulo Alves de Lima (Webdesigner - CENCIB/PUC-SP)
Programação, produção gráfica e editoração eletrônica dos textos
André Franzosi Kishimoto (Webmaker - CENCIB/PUC-SP)
[Mais informações na Ficha Técnica da obra.]
Sinopse
A obra reúne textos de importantes pesquisadores brasileiros em torno do fenômeno historicamente emergente e transnacional da cibercultura, a formação sociotecnológica correspondente ao desenvolvimento contemporâneo do capitalismo tardio, articulado e modulado pela apropriação coletiva de media interativos e do ciberespaço.
Segundo ebook online da Coleção ABCiber, aberto ao acesso universal, o projeto concentra e aprofunda preocupações teóricas, epistemológicas e metodológicas a respeito das principais características do processo civilizatório aí pressuposto, de base multimediática avançada – suas origens, seu estado da arte, suas tendências e horizontes –, e, em particular, de como ele se expressa no Brasil, seja por seus aspectos pro blem áticos, seja por sua diversidade e suas potencialidades.
Como tal, a obra complementa o ciclo reflexivo e crítico aberto pelo primeiro volume da Coleção, totalizando um manancial próspero de argumentações que abarcam diferentes campos de atuação humana, como o da ciência, da pesquisa e do ensino, do jornalismo e da fotografia, da música e do entretenimento, do ciberespaço, das “redes sociais” e da vida cotidiana, e assim por diante, bem como várias áreas de conhecimento, entre elas a Comunicação, a Ciência da Informação, a Sociologia, a Filosofia, a Semiótica, a Ciência Política, o Direito, a História, a Educação, a Psicologia, as Artes e o Design.
Sob esse arco interdisciplinar, a espinha dorsal explícita ou pressuposta das sete Partes da obra envolve, fundamentalmente, as relações entre poder, liberdade, sociabilidade, mobilidade e transformação, conceitos nucleares complexos que, como fios condutores d a s argumentações propostas, mormente quando entrelaçados – relações de poder sob a égide das pulsões por liberdade; sociabilidade segundo a ética do compartilhamento, da cocriação e do contágio; e mobilidade à sombra da renovação de direitos –, nomeiam, não por acaso, os próprios fios condutores precípuos do processo civilizatório atual. Esse mosaico de fatores articulatórios radica, por sua vez, no bojo de processos específicos tão diferentes quanto aparentemente desconexos, abrigados na obra, a saber: a construção e consolidação de um campo emergente de conhecimento e o respectivo povoamento da divisão social do trabalho intelectual; as estruturas dinâmicas do capitalismo cognitivo, o acoplamento fatal entre ente humano, equipamento e rede, as configurações sociotecnológicas da inteligência coletiva, as modalidades de expressão e visibilidade do sujeito e do corpo no ciberespaço, as formações discursivas dos agentes promotores da ci be rcultura, o status sociotécnico de hierarquia e os estilos de vida no horizonte do nomadismo digital; o reescalonamento interativo da micropolítica, a recriação e colonização de novos espaços de atuação, urdidura e partilha nas cidades e na rede, a lógica da recombinação, do commons e das práticas colaborativas, e os contraditos legítimos à perpetuação da propriedade intelectual; a protuberância social invisível da videovigilância, a realização voyeurística e lúdica do controle generalizado e a mercantilização online das paixões e afetos; a superação coletiva do paradigma positivista de pensamento, os modos de criação e exposição pública da arte digital e a afirmação epocal de competências cognitivas e de práticas de consumo, entre outros processos relevantes.
Em especial, os textos apreendem, direta ou indiretamente, os pendores aleatórios e incertos de transformação interna do metabolismo sociotecnológico, político-jurídico, espaço-corporal, estético-subjetivo e ético-prático da cibe rcultura – pendores que afirmam e reescalonam a indeterminação e imprevisibilidade estruturais da fase ciberespacial da vida humana.
Nesse contexto, os capítulos se perfilam, com igual intensidade, na apreensão – explícita ou implícita – do híbrido como empiria processual multilateral e, em razão disso, simultaneamente, como noção privilegiada de época.
Em muitos textos, sobreleva-se o exercício reflexivo necessário de tensão que desfia, além dos aspectos anteriormente citados, a estrutura sociocultural, político-econômica e tecnológica dos media de massa, a tradição da permissão legal, as limitações ao acesso aos media, redes e dados, as formas de interatividade precárias, o ensino e aprendizagem enrijecidos por métodos e procedimentos defasados, as tendências ciberufanistas e a segregação digital.
Mais que tudo, o s fios condu tores, os focos principais e as temáticas nucleares da obra condicionam a detecção qualificada das formas socioculturais e infotecnológicas do híbrido, do imaterial e do móvel sem perder de vista o norte da defesa ética necessária da liberdade e da solidariedade como valores universais, nisso se equacionando, em identidade fidedigna, com os princípios de base e com a trajetória da ABCiber – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura no Brasil.
TEMAS PRINCIPAIS
Cibercultura – Civilização mediática – Cultura contemporânea
Capitalismo cognitivo – Feudalismo informacional
Ecologia pluralista da cultura e das linguagens
Divisão social do trabalho intelectual
Campo interdisciplinar de estudos
Contraculturas – Subculturas
Comunidades virtuais – Redes sociais
Espaço físico / concreto / geográfico / urbano – Cidades – Meio ambiente – Lugar
Ciberespaço – Espaço digital / virtual – Sistemas/territórios informacionais
Territorialização e desterritorialização
Cultura/comunicação/meios de massa – Comunicação online
Meios digitais / cibermídia – Mídia locativa
Tecnologias móveis – Cultura da mobilidade – Nomadismo
Virtualidade – Realidade virtual
Realidade misturada / aumentada
Computação ubíqua
Plataformas multiusuários
Interfaces multissensoriais / tangíveis
Redes temáticas – Bancos de dados
Imagens – Fotografia
Fotologs – Blogs
Hibridismos – Espaço/espacialidade híbrida – Cultura/realidade híbrida
Mudança / transformação
Poder – Micropolítica
Cognição / conhecimento – Competências cognitivas
Inteligência coletiva
Trabalho imaterial
Sujeito – Corpo – Corpo-mente – Corpo-espaço
Experiência sensória – Atenção – Percepção – Memória / memória estendida
Paixão – Amor – Afeto – Prazer – Voyeurismo
Subjetivismo – Racionalização
Sociabilidade – Modos de viver – Estilos de vida
Socialização online – Inclusão social
Interação humano/computador – Interatividade
Participação – Compartilhamento – Práticas colaborativas em rede
Indústria da intermediação – Cultura da permissão – Propriedade intelectual –
Controle da ciência e da cultura
Visibilidade – Controle, vigilância e monitoramento eletrônicos – Espetáculo
Direitos (vigentes e emergentes)
Tecnologias recombinantes – Remixagem – Pirataria
Acesso aberto – Commons
Liberdade – Cultura livre
Educação – Docência e aprendizagem interativas – Ambientes virtuais de aprendizagem
Ciência – Conhecimento científico (acesso, avaliação e impacto) –
Produção/comunicação científica
Ciberjornalismo
Ciberarte – Experimentações artísticas em mídias digitais
Música (cadeia de produção e consumo)
Entretenimento (massificado e digital)
Práticas de consumo
Metodologias de análise
Critérios/indicadores de avaliação de qualidade de produto digital
