A vida dá um jeito… mas… e quanto a nós?
Em meio à correria e estresse do dia-a-dia, às vezes nos deparamos com coisas que parecem pequenas, mas nos levam a uma reflexão sobre os “mecanismos da vida” e a forma como temos tratado nosso mundo. Um fato ocorrido aqui em casa nos últimos dias me levou a um desses momentos.
Há algum tempo, dois pedaços dessas buchas naturais foram parar em casa (acho que meu pai deu ou trouxemos do sítio de minha avó). Um deles ficou um tempão dentro do box, entre ensaios de utilização e sabonetes, mas acabou encostado num cantinho porque a outra esponja que usamos ainda está ok. Há meses que isso está lá mas, no último feriado, uma mudança em sua composição chamou-nos a atenção: três das sementes germinaram e os brotos começaram a aparecer do lado de fora da esponja.

A bucha ficou um tempão seca mas, mesmo com a ação de xampus e sabonetes, a água do chuveiro foi suficiente para desencadear o processo (OK, a esponja ficou um tempo também de molho em uma bacia para sair um pouco daquele “encardido”, mas há semanas estava praticamente seca).
Diante do acontecimento, claro que eu não poderia abandonar as plantinhas no banheiro. Então, resolvi plantá-las em um vaso e ver no que dá. Se a ideia der muito certo, em breve terei que arranjar um vaso maior ou um jardim para removê-las, mas aí já é outra história. De qualquer forma, até agora já foi muito mais divertido e interessante do que plantar feijão no algodão ou gastar tempo com os novos “tamagotchis-pentelhos” no FarmVille. (rsrs)

Essa historinha toda pode soar ingênua ou “bobinha”, mas o que eu queria tirar de tudo isso é uma questão muito séria e preocupante: a natureza, de uma forma ou de outra, acaba se adaptando, mesmo em condições adversas, e a vida resiste, se transforma… mas… e quanto a nós? O ser humano, sem suas parafernálias tecnológicas, talvez seja uma das formas de vida mais frágeis do planeta. O que nos torna diferentes é a capacidade de construção e transformação propiciada do “encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor” (referência a Ilha das Flores, de Jorge Furtado). Não sabemos voar, não respiramos debaixo d’água, não temos garras ou presas poderosas, não temos proteção natural contra frio ou calor intensos… No entanto, estamos consumindo tanto os recursos do planeta que caminhamos a passos largos para a destruição. Como os vírus, que se alimentam da força vital das células sadias do corpo para se multiplicarem, sob o risco de acabar com o hospedeiro.
Mesmo essa capacidade “construtiva” do ser humano é limitada. A maioria das coisas só se tornou viável com trabalho conjunto em comunidade, muitas vezes galgada em sistemas baseados na divisão de classes – que também funciona no modelo de exaustão, como o vírus, mas neste caso entre seres da mesma espécie.
Em resumo, o estilo de vida praticado e almejado predominante não só está destruindo os recursos naturais do planeta, como também arrasa as relações humanas, essenciais para nossa sobrevivência. Grandes mudanças e esforços são necessários, estamos correndo contra o tempo. Para nós, 100 anos é muito tempo. Mas para a natureza, 1.000 anos são praticamente nada.
Os impactos causados pelo aquecimento global podem varrer a humanidade da face da Terra. Outras formas de vida podem também desaparecer junto conosco. No entanto, cedo ou tarde, outras formas reaparecerão e a vida continuará, como já aconteceu pelo menos em outras 5 ocasiões nos bilhões de anos do planeta. Mas a existência humana será apenas História…



A foto não está lá essas coisas por ter sido tirada com meu celular “Ching Ling” (deixei a máquina fotográfica com meus filhos, que estavam no AnimeFriends). Também não ajuda o fato do lugar ser o “puxadinho” da Galeria do Rock, em São Paulo, onde rolaram diversos shows neste fim-de-semana. Mas o que vale é o registro. E também a ocasião, o motivo, o lugar… Dia Mundial do Rock, comemorado sem muita frescura (com algumas horas de antecedência), em um lugar simples e autêntico, mas muito representativo para a cena rock paulistana, com toda sua bagagem histórica. Aliás, história é o que não falta para os caras da foto aí em cima, do Golpe de Estado, banda que está na estrada há mais de 20 anos e marcou gerações de roqueiros brasileiros. (hahaha, notei agora no site oficial do Golpe que eu apareço em 
Queria apenas deixar aqui minha homenagem ao grande Zé Rodrix, que infelizmente deixou este mundo hoje de madrugada. Acho que não preciso nem escrever o quanto o cara foi importante e emblemático para a MPB. Mas, talvez o que nem tanta gente saiba, é que ele foi, de certa forma, “um dos pais” do punk brasileiro, com o Joelho de Porco, banda que ajudou a formar nos anos 70 e cujo vocalista Tico Terpins também já nos deixou há mais de 10 anos. Pois é, galera, a jam session lá do outro lado ganhou mais um nome de peso!
Pequena pausa no trabalho (pois é, 1h e cacetada da manhã e ainda estou aqui, na labuta…), sentado no sofá, devorando uma doce sobremesa depois de jantar. Zapeando tediosamente a TV, acabo encontrando algo que me encheu os olhos e os ouvidos: na MTV, um especial em homenagem ao Joey Ramone (nesta terça, 19 de maio, ele faria 58 anos – acredito ser esta a razão do programa). Pois é, gente, existe mesmo vida inteligente na TV durante a madrugada, como diria S.Groisman. (LOL) Ou talvez a vida inteligente na TV manifeste-se mais durante a madrugada… enfim…